Não exagere!

21/01/15

É compreensível que as pessoas comecem um ano cheias de vontades e motivações, retomando resoluções das mais diversas. Uma das mais comuns é justamente aderir a um programa de atividade física ou então iniciar treinos para algum desafio pessoal, como um recorde pessoal ou uma Maratona, por exemplo.

Ao mesmo tempo em que esse estímulo é muito bem-vindo e muito benéfico, ele requer uma atenção especial. Isso porque, a pessoa na maioria das vezes se esquece ou não dá a importância devida ao peso que o tempo de sedentarismo ou mesmo de sobrepeso pode exigir cuidados indispensáveis.

Parece lógico que o treino deva ir sempre passo a passo numa progressão paciente e cuidadosa. Mas quando o campo é a nutrição, alguns preferem táticas mais radicais como se isso pudesse reduzir o tempo de dieta para emagrecimento.

O problema é que assim como não há compensação de treino perdido, tampouco dá para se perder saudavelmente quilos que foram prazerosamente adquiridos durante todas as festividades de final de ano.

Perda de peso – Uma perda saudável que o corpo suporta fazendo os ajustes necessários para que não se queime massa muscular nesse processo, seria algo que sem precisarmos fazer muitas contas, resultaria em perdas de aproximadamente um quilo por semana. Esse é um valor muito bom para indivíduos mais pesados.

Valores muito mais altos do que isso, como se encontra facilmente em falsas dietas miraculosas e inexplicáveis divulgadas em revistas de beleza, acaba por ser um atentado à boa saúde justamente por colocar em risco quem se submete a elas.

Se o apelo do saudável por si só não convence e mesmo assim a pessoa ainda está disposta a esse vale-tudo, temos ainda outro ponto interessante do porquê de se apelar para dietas de redução de peso mais convencionais.

Hoje a ciência nos mostra que há uma grande correlação positiva com o tempo de perda de peso e com o tempo que a pessoa sustenta este novo valor. Ou seja, as pessoas que sofreram reduções mais bruscas de peso, tenderam a readquirir muito rapidamente o valor antigo, enquanto as pessoas que perderam lentamente, por uma questão de reeducação alimentar e aderência por seguirem um programa menos restrito, obtiveram maior êxito na luta contra a balança mantendo o novo peso ou retomando apenas parte dele.

Isso por si só já seria bom, pois você acaba perdendo mais peso, com menor sofrimento por uma dieta menos rígida, mantém o novo peso, faz uma reeducação alimentar e não sobrecarrega o corpo. Fora isso, você está certo de que não houve perda de massa muscular (tão importante no esporte!) e evita que o corpo reduza o gasto energético, que é uma consequência das dietas mais rigorosas e acaba sendo um ciclo vicioso, por fazer com que o corpo gaste cada vez menos calorias, quando você gostaria justamente do contrário.

Então agora que você está planejando esse reinício de ano, volte aos treinos! Tente perder o que ganhou no final do ano! Mas sem excessiva pressa. Nem na pista, nem na hora da refeição!

Fonte:
Danilo Balu
Consultor Webrun da seção nutrição. Bacharel em Esporte pela Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e também graduado em Nutrição (USP).
Fonte: http://www.webrun.com.br/

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